No decorrer da história podemos observar exacerbados casos de discriminações, humilhações e crueldades de seres humanos para com seres humanos. A história da loucura não é distinta, mas abrange uma luta desde a antiguidade até os tempos de hoje.
A sociedade sempre aprende o que é mais fácil de se entender, considerando tudo que é diferente como sendo de grande perigo para a mesma, se é por medo não sei, mas de uma coisa tenho pleno conhecimento não se “brinca” com a vida de outras pessoas, não se tenta explicar seus transtornos como castigo dos deuses ou possessão, não se tranca pessoas em porões escuros e com condições desumanas e não se trata pessoas como objetos inúteis sem ao menos querer compreender suas patologias.
Depois de anos de sofrimentos dos portadores de transtornos mentais, foi dado o primeiro passo com nascimento da psiquiatria e Pinel “abriu as portas dos porões”, mas em consequência disso também nasceram os manicômios e junto com os mesmos as tentativas de consertar as pessoas chamadas loucas através de práticas e processos cruéis e ineficazes como: Lobotomias, eletrochoques e castigos.
O que podemos ver é que se a sociedade não entende, a mesma tenta conseguir formas de exclusão e sem o apoio dos amigos e familiares esses portadores de transtornos mentais acabam se trancando em um mundo feito por eles. Mas, se for dado espaço a eles os mesmos podem seguir como John Nash. Portador de esquizofrenia Nash enfrentou as barreiras da doença, chegando a ganhar o prêmio Nobel de ciências econômicas, isso graças ao intenso apoio que sua mulher Alicia lhe deu.
Infelizmente no século XX o número de instituições manicômicas cresceu exageradamente, mas foi também o século que ocorreram manifestações como a Reforma Psiquiátrica e a Luta Antimanicomial, com a busca de um novo modelo de assistência às pessoas portadoras de transtornos mentais e a aproximação dos mesmos ao espaço social, pois, esses manicômios criavam uma situação muito ruim por que faziam com que os clientes (pacientes) perdessem sua identidade privando-os de suas famílias.
A meu ver isso aconteceu quando as pessoas pararam de ver com olhos de cego, pararam de ver o diferente como diferente, se conscientizaram e construíram coragem para lutar contra uma realidade brutal e amarga com as quais seres humanos tratavam seres humanos.
No decorrer desses fatos e lutas, só tive uma dúvida, as pessoas realmente tinham medo? Se a resposta for afirmativa, ainda sim não entenderia o por que. Seria injusto criticar e ter medo antes de conhecer só por que são “loucos”, e sabe por quê? Por que existem pessoas desossando outras pessoas e jogando para os cachorros, crianças sendo defenestrada do sexto andar, jovens premeditando o assassinato dos próprios pais, e essas pessoas são o que? Loucas elas não eram, pois a sociedade não as definia assim, você ouviria frases do tipo “Mas ela era normal”, “Não entendo por que ele fez isso, ele era um ótimo pai”, etc.
Infelizmente vivemos em um mundo que não podemos confiar na maioria das pessoas, nunca saberemos o que a pessoa ao nosso lado está pensando ou no que ela vai fazer, mas se nós vivemos dia após dia com essas pessoas por que não dar uma chance e apoio às pessoas que realmente necessitam que são as pessoas consideradas loucas, é o que mais elas precisam, e por que não dizer o que realmente lhes faz falta.
Portanto, temos que dar oportunidade ao diferente (loucos), não simplesmente jogá-los em hospitais psiquiátricos, criticá-los ou demonstrar medo, pois, são seres humanos como nós e já têm muito pelo que lutar no tratamento de seus transtornos e não deveriam precisar lutar para serem aceitos, a sociedade em si já deveria ter nascido com conceito de aceitação.
Feito por Nathálya Marinho
Senhores leitores, obrigada pela atenção!

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